Também foram recolhidos 1.150 sacos de lixo contendo inservíveis e 590 pneus que estavam descartados de modo irregular, situação que favorece à proliferação do mosquito
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) concluiu, nessa quarta-feira (3), mais um ciclo de mutirões de combate e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela urbana. Durante a ação, que teve início em 25 de maio, mais de 13 mil imóveis foram inspecionados, resultando na eliminação de 341 focos do vetor.
Ao todo 21 bairros receberam a visita dos agentes de endemias e supervisores de campo. Além da inspeção dos 13.033 imóveis (comerciais, residências e não habitados) e 648 terrenos baldios, as equipes também orientaram os moradores sobre as medidas preventivas, realizando aplicação de larvicida em 3.657 imóveis. Os focos coletados foram encaminhados para análise laboratorial.
“Tivemos um número considerável de focos eliminados, o que é muito bom, mas, por outro lado, isso também mostra que precisamos estar mais atentos. Cerca de 80% desses focos estavam em residências domiciliadas e isso pode ser evitado. Uma vistoria de 10 minutos por semana no próprio quintal, eliminando água parada, já quebra o ciclo do mosquito”, disse o coordenador do Programa de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir Barcelos.
Durante os mutirões também foram recolhidos 1.150 sacos de lixo contendo inservíveis e 590 pneus que estavam descartados de modo irregular, situação que favorece à proliferação do mosquito. “Nesses casos a orientação é que a população se informe sobre a coleta de lixo no seu bairro, sobre o PEVE mais próximo de sua residência para o descarte correto. O mosquito se reproduz rapidamente em dias de temperaturas altas e ambientes com condições favoráveis e, é exatamente que precisamos evitar”, explicou.
Os mutirões fazem parte das ações de intensificação de controle do mosquito, com base nos resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,7%, além do monitoramento entomológico realizado por meio de ovitrampas.









